Durante uma partida de rugby existem dois momentos cruciais para o jogo, e que demonstram o entrosamento do time: o lineout (ou line-out) e o scrum. Contudo, o que caracteriza esses dois momentos tão importantes? 

Lienout – Cobrança de lateral

O lineout consiste na cobrança de lateral do rugby, ou seja, quando a bola passa das linhas que limitam o campo, o time que estava na posição de defesa arremessa a bola para o alto, mirando entre duas torres paralelas formadas pelo arremesso dos jogadores de cada time, em resumo: para que o jogo possa recomeçar, os dois times formam linhas paralelas, a cinco metros da linha lateral. O time com a vantagem é o que põe a bola em disputa, no meio das duas linhas. Para que o jogo não perca dinamicidade, as equipes devem ser encorajadas a se reagruparem e recolocarem a bola rapidamente em jogo antes que um lineout lateral seja formado.

O lineout básico tem três jogadores com o meia/hooker jogando a bola e, depois, correndo para recebê-la ou fazer um passe. Da mesma forma, é importante que o arremesso não seja dificultado por estar sob pressão ou exigir arremesso e, infelizmente, não conseguir acertar o alvo.

O Hooker geralmente joga a bola em um lineout, e seu objetivo é encontrar os “jumpers”, jogadores que irão “saltar”, subir mais alto que o restante do time, com a ajuda dos seus companheiros para pegar a bola arremessada.  Mas isso não é fácil poque a outra equipe também quer a bola, e fará todo o possível para atrapalhar o arremesso do hooker.

Durante o lineout, algumas regras devem ser seguidas: A bola precisa ser lançada em linha reta; os jogadores que não estão no lineout ficarão 10 m atrás do último homem na linha; nenhum jogador pode usar um adversário como suporte quando estiver pulando; nenhum jogador pode empurrar, atacar ou segurar outro jogador no lineout; nenhum jogador pode ser levantado antes que a bola seja lançada, caso dos jumpers; nenhum jumper pode usar a parte externa do braço para pegar ou desviar a bola e; dependendo da gravidade da infração, o árbitro marcará pênalti ou tiro livre contra a equipe que cometeu a infração. 

O scrum e o contato corpo a corpo

O scrum é um dos elementos mais específicos do rugby, nome este dado ao choque físico estruturado entre os jogadores quando dois times competem entre si, reiniciando o jogo após paralisação ou para a cobrança de penalidade.

Contando com a participação de 16 atletas (oito de cada e apenas da linha ofensiva), um atleta joga a bola no meio do bolo humano (chamado de túnel) não a recebendo dele porque a bola, por sua vez, entra lateralmente, só podendo ser recuperada numa das pontas, isto é, por trás das pernas do último homem de cada time.

Para formar o scrum, os jogadores se colocam em três linhas para cada equipe, unindo-se de tal forma que as cabeças das primeiras linhas ficam intercaladas. Formação estabelecida, os jogadores se agacham e se encaram, esperando a ordem do árbitro para começarem a empurrar. É nesse momento que os jogadores avançam uns contra os outros para pegar a bola.

Com esta formação e, em meio ao empurra-empurra, é criado um túnel pelo qual o meio scrum apresenta a bola. Os jogadores da primeira linha podem contestar a posse de bola chutando os pés e o hooker deve ter os dois pés no chão até que a bola passe. Várias regras devem ser seguidas durante o scrum para que ninguém se machuque. 

Dos campos de rugby para o mundo corporativo

Os valores cultivados pelo rugby contém em si princípios como responsabilidade, disciplina, companheirismo, e o scrum é um exemplo de como o que ocorre nos campos pode se tornar exemplo a ser seguido pelo mundo corporativo.

De uma jogada de rugby o scrum foi adaptado como um método que objetiva o alcance de bons resultados dentro de um prazo de tempo menor, possibilitando a realização de projetos difíceis, de quantificar de uma maneira mais simplificada, sobretudo quando não se possui uma definição completa do escopo desse projeto.

Trata-se de uma ferramenta pela qual pode-se, ao mesmo tempo, resolver problemas complexos e elaborar produtos de alto valor, tendo como pressuposto a criatividade. Para tanto, sua metodologia é formada por três componentes: o Product Owner, que orienta a equipe, mantém o foco no produto e na sua visão geral, direcionando os objetivos da equipe; o Scrum Master, que dita os prazos e observa o andamento dos trabalhos; e o time de desenvolvimento, equipe multidisciplinar composta entre 5 e 10 integrantes.

Para que o scrum funcione, os membros se reúnem diariamente para relatar o que foi feito e planejar os próximos passos, respeitando os ciclos do projeto (Sprint), que são avaliados até a sua conclusão.

Inspirado no rugby, o scrum auxilia pequenas equipes a alcançarem seus objetivos, a partir das potencialidades de seus integrantes, como um time que joga em campo na busca da vitória pelo respeito ao espírito esportivo e ao jogo limpo.